Poesias ou tentativas
de Poesias + Pensamentos de Caderninho (no estilo "Meu Querido
Diário")
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Das
Almas
O que o poeta
tenta com
palavras
você consegue
com o viver.
Um viver que é do
Alto
Mas que nunca se esconde e que está longe de ser parecido
com um conde
Sua simplicidade
inundou o
meu mundo.
Você é o mais belos
dos sentimentos:
O sentimento do ser criança.
Ser pureza, ser destreza
Brandura, candura
E antes,
para ocupar meu tempo
tapava meu vazio
com sorrisos
sem sentido, gargalhadas desesperadas descompassadas.
Como vício,
Repetiam-se.
Hoje,
sorrio
diferente.
Sem tanta euforia,
sem a excessiva e torturante nostalgia
Sem a rebeldia e até mesmo a covardia de outrora.
Ao seu lado, com sua
ajuda e sabedoria
o mundo
é que sorri
para mim.
Obrigada, minha Cambina
Obrigada, minha menina
Com as Almas Benditas
sempre estarei
por Cecília Abreu
- dezembro de 2005
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Bicho
Abre a porta
Quebra meu gelo
Tira minha solidão
Completa meu cordão
Dá luz a essa escuridão
Síndrome de morcego,
pendurado pelos pés e de cabeça pra baixo
Preciso de pilhas alcalinas ou uma lamparina
Eis que assumo que
me tornei um bicho
Reflito
Bicho do mato
Corre pro mato
Mora no mato
Come e dorme no mato
Eu sou só bicho
Bicho de onde? Bicho pra onde?
Bicho, se esconde!
Não tenho mato pra
correr
Sem verde pra sobreviver
Bicho no lixo?
Bicho no risco
Bicho sem vida
Bicho sem cria
Ah, não me irrita
Nem me martiriza
Eu quero ser bicho
Bicho do rio
Bicho do tio
Bicho do pai
Bicho que vai
Bicho que é só bicho
Bicho do simples
Bicho forte
Bicho da sorte
Bicho com rumo
Bicho com prumo
Bicho das vontades
Mas sem vaidades
or Cecília Abreu -
dezembro de 2005
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Conserva
Dores
Tentam nos forçar
seguir os mesmos caminhos
Caminhos repetidos, batidos,Alguns
vazios e sem sentido
Ai que calafrio,
Frio na espinha, dor de vendavais.Em
tantos encontros
Brindes Banais
Demasiado gestuais, coisas carnais
Promessas
de sempre
Entretanto,
não precisamos
temer nada.
Nós estamos
certos
A vida
é que está
errada
Somos complexos,
E nem sempre reflexos,
Mas repletos e com muitos anexos
por Cecília Abreu
- dezembro de 2005
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Palavras
PRA Larvas
O que eu falo
Você não escuta
O que eu sinto
Você não sente
O que eu decido
Você me repreende
Me repreende
No escuro
Na moita
No silêncio
enfatizando o meu medo
São tanta palavras
Soltas
Jogadas
Desentendidas
Desconexas
Palavras Pra LARVAS
Me cospe
Me engole
Me satiriza
Me irrita
Você me deixa
E depois se queixa
E vem de novo essas
malditas
Palavras
Pra Larvas
Palavras
ferinas, vadias
Escravas
Largadas e imundas
Palavras
Pra Larvas
Da terra
Que comem
Destroçam
Me embaraçam
Me esgarçam os sentimentos
por
Cecília Abreu - dezembro de 2005
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