Segundo
o auditor fiscal da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho,
José Francisco dos Reis, a operação é fruto de uma longa investigação.
- É uma ação moralizante. Esses pontos que estouramos estão a
menos de 20 metros da Secretaria da Receita Federal. É uma afronta
ao estado de direito. Isso é só o início. Mapeamos vários lugares
e, agora, partimos para a ação - disse o coordenador da ação.
Junto às máquinas, uma liminar era citada “Mandando de Segurança
nº2002.004.01268 do 15º Câmara Cível”, ou seja, uma liminar de
2002, que já foi cassada e não tem validade alguma.
Ao estourarem os três estabelecimentos, os agentes encontraram
cerca de 15 pessoas, visivelmente de baixa renda, jogando nas
máquinas. No entanto, os donos não foram encontrados.
Todos os caça-níqueis apreendidos serão levados para o depósito
da Receita Federal e posteriormente serão destruídos ou doados
para órgãos públicos.
- A Receita Federal está trabalhando com inteligência. Contamos
com duas lanchas blindadas que estão na Baía de Guanabara e mais
dois helicópteros para coibir a entrada de produtos na cidade.
Faremos ações cirúrgicas, com muita inteligência e ação.
A
operação Tolerância Zero ainda não terminou e pretende dar um
grande prejuízo na máfia dos caça-níqueis.
Operação
Gladiador
No final do ano passado (2006) outra operação como esta contabilizou
R$ 26.900 que havia dentro das máquinas caça-níqueis. Na mesma
ação, oficiais da Justiça lacraram as máquinas de um bingo em
Botafogo, na Zona Sul do Rio.