|
Os
moradores de Cordovil destacam que há muitas pessoas com dengue
na Rua Joaquim Rodrigues, onde há um terreno baldio, abandonado
e com mato alto, e que há muito tempo não passa o fumacê, nem qualquer
autoridade competente. Além disso, na Rua Oliveira Melo, número
710, há uma caixa d´água aberta, sem uso, e que os donos da casa
ainda não tomaram qualquer providência para sanar o problema.
Uma família de Jacarepaguá, sensibilizada pela epidemia de dengue,
resolveu comparecer ao HemoRio e fazer a doação, pois este Instituto
distribui o sangue para todos os hospitais. Amanda de Oliveira Ribeiro,
de 19 anos, sentiu-se frustrada ao descobrir que não poderia fazer
a doação por se encontrar no período menstrual.
Somente após longa espera, ao passar pela triagem, soube que teria
que voltar para casa. Ela reclama mais esclarecimento prévio, para
que as pessoas não façam a viagem à toa.
Thais de Oliveira Ribeiro, de 22 anos, diz que já doou sangue outras
vezes, mas que é a primeira vez que doa no HemoRio. Ela considera
o atendimento muito lento e com poucos funcionários trabalhando.
- É melhor fazer campanha o ano todo e em todos os hospitais e institutos
de coleta, e não só em situação de epidemia. Assim, não vem todo
mundo ao mesmo tempo. É preciso investir e melhorar o atendimento,
para não desestimular as pessoas que se dispõem a cooperar - afirmou.
Elisa Pinto, de 54 anos, moradora do Cosme Velho, também se preocupa
com uma casa que está fechada há anos, na rua Cosme Velho, entre
o numero 315 e a Sociedade Taoísta. - Tem muito tempo que não há
limpeza do quintal, há restos de madeira e um telhado quebrado,
muitos possíveis focos. Vejo da minha janela e me preocupo sempre.
Apesar das reclamações e das constatações de morosidade e sobrecarga
no HemoRio durante a Sexta- Feira Santa, é inegável que houve uma
resposta positiva da população, solidária com as pessoas atingidas
gravemente pela dengue.
Antônio Guimarães Sá, médico de 57 anos e também doador, sugere
que sejam veiculados vídeos durante o tempo de espera, intercalados
com a programação normal da televisão, com a finalidade de esclarecer
a população acerca da importância do ato de doar sangue e também
sobre os procedimentos. Para Antônio, essas apresentações ajudariam
a dinamizar as informações contidas nos folders disponíveis na saída
da sala de coleta.
- Os informativos poderiam ser distribuídos antes, na sala de espera,
ajudando a elucidar dúvidas e diminuir temores de quem se dispõe
a esse ato de solidariedade pela primeira vez – declarou o médico.
Por
que é tão importante doar sangue?
O sangue doado (uma bolsa tem entre 400 e 500 ml) é processado e
fracionado em parte protéica (plasma), vermelha (hemácias) e plaquetas,
que atuam na coagulação do sangue.
A
obtenção das plaquetas necessárias para uma bolsa de concentrado
pode exigir o sangue de vários doadores (entre 6 e 8). Já a transfusão
de hemácias requer menos doadores (entre 1 e 2 em transfusão para
adulto)
Portanto,
como os doentes de dengue hemorrágica precisam de plaquetas, especialmente,
a demanda por doações cresce cada vez mais.
O
Hemo Rio fica na Rua Frei Caneca, 8, no Centro do Rio. O instituto
atende cerca de 180 hospitais do Sistema ùnico de Saúde(SUS) e recebe
doações de sangue diariamente, das 7 às 18h, inclusive aos sábados,
domingos e feriados. Para doar sangue, basta ter mais de 18 anos,
pesar mais de 50 Kg, estar bem de saúde e apresentar-se com documento
oficial, com foto. Não se deve doar sangue em jejum, devendo apenas
evitar alimentos gordurosos próximo ao momento da doação.
|